Quem Cunhou o Termo Neoliberalismo?

Alexander Rüstow, um sociólogo e economista alemão, é o responsável por cunhar o termo neoliberalismo durante um momento crucial da história política e econômica: o Coloquio Walter Lippmann, em 1938. Naquele período, a Europa vivia sob o peso do fascismo, do nazismo e do comunismo, enquanto o liberalismo clássico — com sua ideia de economia totalmente livre, o chamado laissez-faire — parecia ter perdido força diante das crises sociais e econômicas.

Rüstow não buscava simplesmente reviver o liberalismo do século XIX, mas sim criar um caminho intermediário. Ele via que tanto os regimes autoritários quanto o laissez-faire radical haviam falhado em garantir estabilidade e justiça social. Assim, propôs uma renovação do pensamento liberal, defendendo um Estado presente, mas não dominante — capaz de garantir ordem jurídica, liberdade econômica e, ao mesmo tempo, frear os extremos do capitalismo desenfreado e do coletivismo estatal.

Esse novo rumo, batizado como neoliberalismo, não era então uma defesa do mercado sem freios, como muitos entendem hoje, mas sim uma tentativa de equilíbrio. O objetivo era evitar tanto o autoritarismo estatal quanto o caos do mercado desregulado. Figuras como Walter Lippmann, Friedrich Hayek e Ludwig von Mises também estiveram presentes nesse debate, que marcou o início de um repensar profundo sobre o papel da economia e do Estado na sociedade moderna.

Assim, embora o termo tenha mudado de significado ao longo do tempo — muitas vezes usado de forma pejorativa —, suas raízes estão em uma tentativa séria de construir uma terceira via, ética e pragmaticamente orientada, no turbulento cenário do século XX.

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