O que fazer com dinheiro rasgado no Brasil?
Receber uma cédula rasgada ou muito danificada pode gerar dúvidas: vale o valor impresso ou posso ser obrigado a aceitá-la? A resposta é clara: não há obrigação de aceitar dinheiro rasgado, faltando pedaço, rabiscado ou colado. Nem pessoas, nem lojistas, nem empresas são obrigadas a recebê-las em pagamento.
Na prática, mesmo que a cédula tenha parte faltando ou esteja colada com fita adesiva, ela perde a validade como meio de circulação. O Banco Central explica que esse tipo de nota só pode ser utilizada em uma agência bancária — seja para depósito, troca ou pagamento de contas. Nessas situações, o banco recolhe a cédula e a encaminha para destruição, repassando o valor correspondente ao correntista.
Se você encontrar uma nota rasgada em mãos, o ideal é ir a uma agência do seu banco com todos os pedaços — quanto mais completos, melhor. A instituição verificará se ainda é possível identificar a autenticidade e o valor. Em casos extremos, em que a cédula está irreconhecível, pode ser que não haja reposição.
Vale lembrar que, apesar de não ser crime rasgar dinheiro, o ato é desestimulado. As cédulas são patrimônio público e devem circular em boas condições. Manter o dinheiro conservado ajuda a todos — evita transtornos e reduz os custos com reposição.
Portanto, se receber uma nota danificada, não se sinta obrigado a aceitar. E se for você quem a tem, leve-a ao banco — mas sem expectativa de usá-la como pagamento no comércio.
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