O que Acontece com o Corpo em 36 Horas de Jejum?
Jejuns de até 36 horas, como o adotado por algumas celebridades, têm ganhado atenção por promover supostos benefícios de emagrecimento e "limpeza" do organismo. Nesse período, o corpo esgota as reservas de glicogênio — a forma armazenada da glicose — e começa a queimar gordura para obter energia, um estado conhecido como cetose.
Apesar disso, especialistas alertam que jejuns prolongados não são isentos de riscos. “Períodos prolongados de jejum podem apresentar riscos e efeitos colaterais, como desequilíbrios nutricionais, perda muscular, desidratação e problemas de saúde a longo prazo”, afirma uma nutricionista. Mesmo bebendo água e café, como fazem muitos adeptos, é possível sentir tontura, fadiga, irritabilidade e queda na pressão arterial.
Além disso, interromper a alimentação por mais de um dia pode afetar negativamente o metabolismo, especialmente se repetido com frequência. Pessoas com condições como diabetes, hipotensão ou histórico de distúrbios alimentares devem evitar esse tipo de prática sem supervisão médica.
É importante lembrar que o jejum intermitente pode funcionar para alguns, mas não é uma solução universal. O que parece eficaz para uma celebridade pode ser prejudicial para outra pessoa. Cada organismo reage de forma diferente à ausência de alimento.
Antes de aderir a qualquer rotina de jejum prolongado, a orientação é clara: converse com um médico ou nutricionista. A saúde não se constrói com modas passageiras, mas com escolhas informadas e sustentáveis.
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