Inflação acumulada de 2015 até hoje: o que mudou?
Desde 2015, o Brasil enfrentou variações significativas na inflação, mas foi em 2021 que o país voltou a sentir fortemente o aumento de preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, fechou aquele ano em 10,06% — a maior taxa desde 2015, quando o índice atingiu 10,67%. Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram que, pela primeira vez desde aquele ano, a inflação ultrapassou novamente a marca dos 10%.
Entre 2015 e 2021, os anos seguintes registraram altas bem mais moderadas. Em 2020, por exemplo, o IPCA ficou em 4,52%, influenciado em parte pela pandemia e pela queda no consumo. Já em 2021, fatores como o aumento nos preços de combustíveis, alimentos e energia puxaram a inflação para cima, pesando diretamente no bolso dos brasileiros.
Apesar da desaceleração nos anos seguintes, o período entre 2015 e 2022 foi marcado por instabilidade econômica, com períodos de crise, ajustes fiscais e impactos globais, como a guerra na Ucrânia, que influenciaram os custos dos produtos. A alta de 2021 serviu como um alerta sobre a vulnerabilidade da economia a choques externos e internos.
Hoje, mesmo com a inflação mais controlada em comparação com os picos recentes, o acumulado da última década mostra que os preços subiram consideravelmente. Para o consumidor comum, isso significa que a mesma quantia de dinheiro de 2015 hoje compra muito menos — um reflexo direto do desgaste do poder de compra ao longo dos anos.
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