O que é elipse e 5 exemplos práticos
Elipse é uma figura de linguagem em que se omite um termo ou mais em uma oração, mas o sentido continua claro para quem lê ou ouve. Esse recurso é comum na língua portuguesa tanto na escrita quanto na fala do dia a dia, pois torna a comunicação mais fluida e natural, sem perder a clareza.
Um bom exemplo é a frase: “A meu irmão gosta de sorvete, à minha mãe não” — aqui, o verbo gosta é omitido em relação à mãe, mas todos entendem que a ideia é “à minha mãe não gosta”. A repetição não é necessária porque o contexto já explica.
Outro caso comum é: “Fiquei em casa enquanto meu irmão saiu para comprar pizza”. O pronome eu foi suprimido em “fiquei”, mas sabemos que é a primeira pessoa do sujeito. Esse tipo de elipse deixa a frase mais leve.
Também é frequente em estruturas comparativas ou paralelas: “Meu avô foi poeta, meu pai jornalista”. O verbo foi na segunda parte é subentendido, então não precisa ser repetido.
Em alguns casos, até artigos podem sumir: “Trouxe para a festa os queijos e pães” — note que o artigo “os” antes de “pães” poderia ser omitido por já estar subentendido na frase anterior. Ainda assim, a mensagem permanece clara.
Por fim, em diálogos informais: “Vamos ao cinema?” – “Já estou de saída”. Aqui, o sujeito “eu” e o verbo “estou” estão implícitos, mas o interlocutor entende perfeitamente. A elipse, quando bem usada, deixa a linguagem mais elegante e econômica, sem prejudicar o sentido.
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