Por que o WhatsApp não é popular nos Estados Unidos?
Se você já viajou ou teve contato com pessoas nos Estados Unidos, deve ter notado algo curioso: por lá, pouca gente usa o WhatsApp. Apesar de ser um dos aplicativos de mensagens mais populares do mundo, o app chega a ser pouco usado justamente no país onde foi fundado.
Um dos principais motivos está ligado à forma como os americanos usam seus celulares. Diferente de muitos países onde o pré-pago domina, nos EUA a grande maioria das pessoas tem planos pós-pagos com contratos fixos. Esses planos geralmente incluem um pacote generoso — ou ilimitado — de mensagens de texto e dados, tornando aplicativos como o WhatsApp menos necessários.
Além disso, os americanos já tinham o hábito de usar mensagens SMS antes da popularização dos smartphones. Quando o iPhone chegou, em 2007, a Apple lançou o iMessage, um sistema integrado ao iOS que permite trocar mensagens com recursos avançados entre usuários de iPhone. O iMessage se tornou tão enraizado na cultura local que muitos nem sequer consideram alternativas.
Outro ponto é que, na época em que o WhatsApp começou a crescer globalmente, os EUA já contavam com operadoras que cobravam pouco por mensagens, então não havia tanta necessidade de uma solução gratuita. Enquanto em países como o Brasil ou Índia o WhatsApp foi uma forma de economizar, nos Estados Unidos ele simplesmente não resolveu um problema urgente.
Hoje, quem usa WhatsApp por lá são, na maioria, pessoas que precisam se comunicar com o exterior. Mas para o americano médio, o iMessage e o bom e velho SMS ainda reinam. A tecnologia nem sempre vence pela qualidade — muitas vezes, vence pela conveniência e pelo costume.
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