Os cuidados com o uso da melatonina
Apesar de ser um aliado comum para quem tem dificuldade para dormir, a melatonina não é uma solução mágica para a insônia. Muito pelo contrário: seu uso indiscriminado pode trazer mais malefícios do que benefícios. O hormônio, produzido naturalmente pelo corpo para regular o sono, quando ingerido em excesso, pode causar reações indesejadas como náusea, tontura, vômito e dor de cabeça.
Outro risco importante é a sonolência durante o dia — um efeito colateral que pode comprometer o desempenho em tarefas que exigem atenção, como dirigir ou trabalhar com máquinas. Além disso, alguns usuários relatam um aumento na frequência de pesadelos, especialmente quando a dose é alta. Em casos mais sensíveis, há ainda o potencial de agravar quadros de depressão, o que exige atenção especial em pessoas com histórico psiquiátrico.
No Brasil, a Anvisa estabelece um limite diário seguro de apenas 0,21 mg, muito abaixo do que se encontra em muitos suplementos comercializados em outros países. Isso mostra que o regulamento nacional prioriza a precaução, já que os efeitos a longo prazo do uso excessivo ainda não são totalmente conhecidos.
Por isso, tomar melatonina sem orientação médica pode ser perigoso. Ela pode ajudar em situações pontuais, como o ajuste de fuso horário, mas não deve ser usada como remédio diário para dormir. O ideal é buscar causas subjacentes da insônia — como ansiedade, má higiene do sono ou problemas médicos — e tratar a raiz do problema, e não apenas o sintoma.
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