Brasil ainda depende de importações de diesel, mas biodiesel pode reduzir essa necessidade

Entre janeiro e novembro de 2023, cerca de 23,6% do diesel A consumido no Brasil foi importado. Apesar da dependência externa, o país vem caminhando para diminuir essa fatia com medidas estratégicas, especialmente no campo dos combustíveis renováveis.

O crescimento na mistura de biodiesel ao diesel convencional é uma dessas apostas. A partir de 2024, a União aumenta a proporção obrigatória de biodiesel no combustível vendido nos postos — de 12% para 14%. Essa mudança, prevista em lei, tem efeito direto: quanto mais biodiesel entra na mistura, menor é a necessidade de produzir ou importar diesel fóssil.

Além disso, o próprio volume de importações de diesel tem mostrado sinais de queda em 2023, influenciado tanto pela maior produção interna quanto pelo avanço do uso de biocombustíveis. A tendência reflete um esforço para aumentar a segurança energética do país, reduzindo a exposição a preços internacionais voláteis.

Cabe lembrar que o diesel é essencial para o transporte de cargas e para setores como agricultura e indústria. Por isso, garantir um suprimento estável — com menos dependência do exterior — é um passo importante para a economia nacional.

Apesar dos avanços, o desafio continua. Ainda há espaço para ampliar a produção doméstica de diesel e fortalecer a cadeia de biodiesel, aproveitando a vocação do Brasil em agronegócio e energias limpas. Enquanto isso, medidas como o aumento da mistura ajudam a equilibrar a balança, um passo de cada vez.

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