Como é feito o diagnóstico da leucemia?
Descobrir se uma pessoa tem leucemia envolve alguns exames específicos, mas o mais decisivo é a biópsia e o aspirado da medula óssea. Esse procedimento é essencial porque permite analisar diretamente as células responsáveis pela produção do sangue no corpo.
Na dúvida de leucemia, o médico geralmente começa com um hemograma completo, que mostra alterações no número de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Quando os resultados chamam atenção, o passo seguinte é investigar mais a fundo. É aí que entra o exame da medula óssea — um procedimento feito, na maioria das vezes, no osso do quadril, sob anestesia local.
No caso específico da Leucemia Mieloide Crônica (LMC), além do aspirado da medula, outros exames complementam o diagnóstico. Um deles é o teste genético, que detecta a presença do chamado gene BCR-ABL, uma alteração característica dessa doença. Esse detalhe é crucial para confirmar o tipo de leucemia e iniciar o tratamento correto.
Apesar de soar preocupante, o diagnóstico precoce da leucemia aumenta muito as chances de controle da doença. Muitas pessoas com LMC, por exemplo, conseguem viver por anos com qualidade de vida graças a medicamentos orais eficazes.
Se você ou alguém próximo está com sintomas como cansaço constante, febre sem causa aparente, perda de peso ou manchas roxas na pele, o mais importante é procurar um hematologista. Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor será o acompanhamento.
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