Verdades e equívocos sobre os orixás e os animais na Umbanda
Um tema que gera muita confusão entre as pessoas é a relação entre os orixás e os animais, especialmente quando se fala em oferendas. Uma pergunta comum é: qual orixá não gosta de cachorro? A resposta é clara: nenhum orixá, na Umbanda, exige ou se agrada com a morte de cachorros ou de qualquer outro animal.
A Umbanda é uma religião que respeita a vida em todas as suas formas. Ao contrário do que alguns podem acreditar por conta de práticas distorcidas ou mal compreendidas, a verdade é que a tradição umbandista não sacraliza animais nem realiza sacrifícios. Isso inclui figuras como Exu Tiriri, que jamais pede a oferenda de um cachorro. Na verdade, Exus na Umbanda são espíritos guias, protetores das encruzilhadas e das energias transformadoras, e sua ligação com a natureza é baseada no respeito, não na violência.
Infelizmente, há relatos tristes, como o de uma cadela morta em nome de uma suposta “oferta religiosa”, que nada tem a ver com a verdadeira Umbanda. Esses atos são frutos de desinformação, sincretismos mal interpretados ou até fraudes. A entidade Exu Tiriri, por exemplo, é conhecida por sua justiça e ligação com os mais humildes — o que inclui, sim, os animais.
Na Umbanda autêntica, as oferendas são simbólicas: flores, frutas, velas, água de coco ou ervas. O verdadeiro culto é feito com fé, ética e amor ao próximo — e aos bichos também. Respeitar a vida é um dos pilares dessa religião. Quem realmente conhece a Umbanda entende que matar um animal em nome de um orixá é um erro grave e um desrespeito à própria espiritualidade.
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